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	<title>Marcos Cunha - Especializado em Dependência Química</title>
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	<description>RUA ITAPURA, Nº 300 - SL. 807  TATUAPÉ/SP  TEL. 11 - 3895-8444     MOGI GUAÇU/SP  ATENDIMENTO DOMICILIAR  19 - 9200-3567  CONTATO@MARCOSCUNHA.COM</description>
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		<title>O Globo</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 17:17:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Cunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>

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		<description><![CDATA[Consumo de álcool por adolescentes cresce e inspira serviço médico especial O sinal de alerta soou no Pronto Socorro de pediatria do Hospital Albert Einstein, um dos mais conceituados de São Paulo. Há cerca de um ano, os pediatras de &#8230; <a href="http://marcoscunha.com/site/?p=391">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>Consumo de álcool por adolescentes cresce e inspira serviço médico especial</h3>
<hr size="1" />
<p><strong></strong><em>O sinal de alerta soou no Pronto Socorro de pediatria do Hospital Albert Einstein, um dos mais conceituados de São Paulo.</em></p>
<p>Há cerca de um ano, os pediatras de plantão passaram a ser chamados para atender adolescentes que chegam na emergência, principalmente às sextas e sábados. O problema: consumo excessivo de álcool. Muitos meninos e meninas chegam inconscientes. Alguns, em coma, correm o risco de morrer. Embora não existam estatísticas precisas, especialistas dizem que o aumento do consumo de bebidas alcoólicas por adolescentes não se restringe a São Paulo, é visível no Rio<span id="more-391"></span> e em muitas outras cidades do Brasil.</p>
<p>No Albert Einstein, todos os pacientes com 16 anos ou menos e que dão entrada pelo pronto-socorro são encaminhados à pediatria que, a partir deste mês, tem um protocolo especial de atendimento. Os cuidados não são apenas clínicos. Os pais são orientados sobre os riscos do consumo de álcool na adolescência. Nos casos mais graves, em que o jovem fica internado ou precisa de recursos de UTI, ele obrigatoriamente é avaliado por psiquiatras e psicólogos do Núcleo de Álcool e Drogas do hospital.</p>
<p>- Os pediatras perceberam que se tornou comum o atendimento a pacientes alcoolizados em idade muito precoce, com 13 ou 14 anos. Há casos de crianças de 12 anos. Eles chegam com intoxicação grave causada pela ingestão de álcool. Isso nos preocupa muito. É preciso detectar o que está acontecendo &#8211; afirma a psiquiatra Alessandra Maria Julião, do Núcleo de Álcool de Drogas do hospital.</p>
<p>O problema é reflexo do que acontece nas ruas. Baladas atraem jovens da classe A e B, com festas em que a bebida alcoólica é o chamariz. Sempre em grupo, eles são influenciados pelos amigos a deixar o refrigerante de lado e consumir o álcool já incluído no preço.</p>
<p>Há 15 dias, X., de 16 anos, foi a uma boate com amigos. Depois de ir ao banheiro, retornou à pista e, ao ver um rapaz de costas, avançou sobre ele, desferindo-lhe socos na cabeça. Os amigos do rapaz agredido passaram a bater em X., e os amigos de X. entraram na briga. Na semana passada, X. foi levado pelos pais ao consultório do psiquiatra Arthur Guerra de Andrade, especialista em dependência química, professor da USP e presidente do Centro de Informação Sobre Saúde e Álcool (Cisa). O médico perguntou o que tinha acontecido.</p>
<p>- Ele disse que nunca tinha visto o outro antes, que foi uma bobagem: “Veio a vontade e fiz” &#8211; conta Andrade.</p>
<p>O especialista não identificou qualquer distúrbio grave no adolescente. O que lhe chamou a atenção foi que, naquela noite, X. havia ingerido muitas latinhas de cerveja. Para ele, o rapaz se encaixa no &#8220;padrão binge”, caracterizado pelo consumo excessivo em curto espaço de tempo: cinco doses &#8211; ou cinco latinhas, considerando idade e peso &#8211; num período de duas horas. Para as mulheres, o “binge” ocorre antes, a partir de quatro doses.</p>
<p>Todos são unânimes em afirmar que, nas baladas, há bebida alcoólica de sobra, a despeito das proibições previstas em lei.</p>
<p>- É um novo modelo de juventude, com muita liberdade para o álcool e o sexo. A balada é o novo local da paquera e eles estão expostos &#8211; diz Andrade.</p>
<p>O psiquiatra afirma que nenhum adolescente procura ajuda médica por causa do álcool. Em geral, vão ao consultório levados pelos pais, para tratar de outro problema associado, como depressão, ansiedade ou síndrome do pânico.</p>
<p>- Tenho ainda um número razoável de pacientes com distúrbio de comportamento &#8211; diz.</p>
<p>Na adolescência, os neurônios se multiplicam. Segundo Andrade, exposto ao álcool, o cérebro vai amadurecer de forma menos eficiente. O raciocínio na fase adulta não será tão rápido:</p>
<p>- O rendimento acadêmico, sexual e social se tornará pior.</p>
<p>A psicóloga Ilana Pinsky, vice-presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), diz que no Brasil as bebida alcoólicas são baratas, e facilmente encontráveis. Os pais, por sua vez, não se sentem à vontade para proibir os filhos de consumi-las:</p>
<p>- Não dá para culpar os pais. Não somos como a sociedade chinesa, na qual os pais têm um alto nível de autoridade sobre os filhos. É preciso políticas públicas para enfrentar o problema.</p>
<p>No debate sobre o consumo de álcool na adolescência, tem chamado a atenção de Ilana o comportamento das meninas. Enquanto na fase adulta as mulheres bebem menos do que os homens, na adolescência, atualmente, elas estão consumindo o mesmo número de doses.</p>
<p>- É impressionante como elas bebem loucamente! Vão ao consultório por outros problemas, como ansiedade, mas, quando a gente conversa, percebe a questão do álcool &#8211; conta Ilana.</p>
<p>A psicóloga diz que as meninas costumam não saber ao certo o quanto bebem, porque misturam vodca com suco ou refrigerante para o sabor ficar mais doce.</p>
<p>De acordo com a psicóloga, o consumo é mais alto entre os adolescentes de maior poder aquisitivo e a frequência varia de duas a três vezes por semana. Antes da balada, eles costumam ainda fazer o “esquenta”:</p>
<p>- Os meninos pagam caro para entrar na balada. As meninas entram com convites gratuitos. E, lá dentro, há muitas garrafas de bebida a serem exterminadas em conjunto.</p>
<p>Para os rapazes, o consumo de álcool representa risco de envolvimento em episódios violentos, de brigas a acidentes de trânsito. As meninas, segundo Ilana, ficam “menos seletivas” para escolher com quem “ficar” e fazer sexo.</p>
<p>- Elas dizem que ficam com quem não ficariam se não estivessem bêbadas &#8211; conta.</p>
<p>Ela reconhece que o problema do álcool na adolescência é difícil, até porque os pais costumam não admitir que ele existe. A maioria, porém, entra em pânico quando o adolescente aparece com um “baseado”.</p>
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		<title>Drogas e Cidadania &#8211; Episódio 01</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Mar 2012 17:37:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Cunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>

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		<description><![CDATA[Um amigo psicólogo enviou esta semana o vídeo “Drogas e Cidadania” produzido pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), ele estava indignado porque o vídeo não representa a opinião da maioria dos psicólogos que trabalham no tratamento de dependentes químicos, tanto &#8230; <a href="http://marcoscunha.com/site/?p=386">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="640" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/usLDzJbhdgo?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Um amigo psicólogo enviou esta semana o vídeo “Drogas e Cidadania” produzido pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), ele estava indignado porque o vídeo não representa a opinião da maioria dos psicólogos que trabalham no tratamento de dependentes químicos, tanto nos consultórios e ambulatórios como em clínicas de recuperação e hospitais psiquiátricos, e que são favoráveis às internações involuntárias quando necessárias.<br />
Particularmente eu compreendo que os representantes do CFP tenham preferido uma carreira política conforme declaram no vídeo, que conhecem muito sobre carências sociais, cidadania, trabalhadores, gestores, conselhos de saúde, democracia, conquistas dos movimentos sociais, ditadura militar dos anos 60-80, desigualdade social e concentração de renda. Tudo isto é suficiente para promover ações<span id="more-386"></span> sociais de relevância positiva ou negativa, mas não para tratar portadores doenças mentais severamente comprometidos.<br />
Além das questões de combate à miséria, segurança pública, criminalidade e direito de ir e vir de TODOS os cidadãos, o CFP e os governantes precisam saber que tratar dependência química em qualquer grau ou estágio da doença impõe conhecimento científico nas áreas de psicologia, psiquiatria, psicopatologia, semiologia psiquiátrica, saúde pública, medicina preventiva, clínica geral, neurologia, neurociências, psicoterapias, reabilitação cognitiva e reabilitação de funções executivas, através de múltiplos modelos de abordagens terapêuticas na rua, em albergues/tendas, em instituições abertas e em fechadas, ou seja, TUDO O QUE NÃO FOI FALADO NO VÍDEO.<br />
Como é dito no próprio vídeo, “Cuidar da saúde do cidadão depende de ações articuladas que envolvem poder público, comunidade e o próprio indivíduo”. Mas também é necessário o envolvimento do CFP que tem aparecido exageradamente na mídia, sempre arrogante, desrespeitoso, desarticulado e em guerra com o trabalho e a opinião dos profissionais da saúde e da população.<br />
O vídeo reconhece o fracasso rede ambulatorial CAPS/SUS e o erro estratégico de terem fechado os poucos e péssimos hospitais que atendiam no país antes de estabelecerem o funcionamento adequado do seu brilhante sistema de tratamento ambulatorial. O resultado deste erro são 60.000 doentes mentais, contabilizados pela Associação Brasileira de Psiquiatria, sofrendo violações no sistema penitenciário brasileiro, o uso da rede CAPS/SUS como justificativa para a omissão de socorro aos brasileiros que necessitam de ajuda em regime de internação e a “economia” de dinheiro que acaba indo para os roubodutos ministeriais.<br />
É um engano afirmar que vários setores da sociedade estão se unindo a favor do SUS/CAPS. Os jornais mostram insatisfação da sociedade e que 90% dela são favoráveis à internação involuntária. Mais uma vez aparece a falta de respeito do CFP que só quer debater e debater sem ouvir ninguém fora do seu pequeno grupo político sequaz e emulador. Enquanto isto os doentes continuam desatendidos nas ruas.<br />
O CFP insinua que as comunidades terapêuticas são contra a democracia e sugere que só querem dinheiro. Mas todas as comunidades se arrastam à custa de doações e estão fechando por falta de apoio e por serem excessivamente tributadas pelo Governo, Prefeituras, Secretarias, Vigilância Sanitária, Bombeiros, Sindicatos e Conselhos, inclusive o de Psicologia que com seus regionais arrecada R$ 120 milhões/ano de seus filiados, mesmo dos que não concordam.<br />
O vídeo tem alto padrão técnico na sua edição e locução, como peça de propaganda e marketing, como veículo para alcançar espaço na mídia e como instrumento para inflar egos. Mas o conteúdo é cínico, desprovido de ética e de justiça interior, desinforma, presta um desserviço ao Brasil e remete aos folhetins que ensinam o que deveremos fazer após a queda do nosso avião.<br />
Revela um mau momento da direção do CFP, mas é importante lembrar que este Conselho colabora e luta há décadas por melhores condições de saúde para a população e que esta classe profissional possibilita o atendimento de doentes em todas as áreas da saúde além de apoiar o ser humano em suas crises existenciais. Seria impossível trabalharmos em saúde mental sem a ajuda dos psicólogos.<br />
Finalizando, a aplicação efetiva dos conceitos utópicos apresentados e reivindicados no vídeo traria um grande avanço no atendimento das doenças mentais. Pena que abandonaram aqueles objetivos para gastar tempo e dinheiro atacando as outras iniciativas técnicas e a todos os profissionais da saúde.<br />
Jorge Cesar Gomes de Figueiredo – Psiquiatra</p>
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		<title>Programa Antitabagismo tem índice de sucesso acima da média</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 20:44:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Cunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Programa Antitabagismo tem índice de sucesso acima da média Por Karina Toledo Agência FAPESP – O alto índice de sucesso alcançado pelo Programa Antitabagismo da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Presidente Prudente foi destaque na última edição do Congresso &#8230; <a href="http://marcoscunha.com/site/?p=382">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td width="100%">Programa Antitabagismo tem índice de sucesso acima da média</td>
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<td align="right" width="100%"><a title="Imprimir" href="http://www.uniad.org.br/index.php?view=article&amp;catid=29%3Adependencia-quimica-noticias&amp;id=12838%3Aprograma-antitabagismo-tem-indice-de-sucesso-acima-da-media&amp;tmpl=component&amp;print=1&amp;layout=default&amp;page=&amp;option=com_content&amp;Itemid=94" rel="nofollow"><img src="http://www.uniad.org.br/templates/ja_pollux/images/printButton.png" alt="Imprimir" /></a></td>
<td align="right" width="100%"><a title="E-mail" href="http://www.uniad.org.br/index.php?option=com_mailto&amp;tmpl=component&amp;link=6d88a6ff98849aebe6affc70d251a0ccb50f2cb8"><img src="http://www.uniad.org.br/templates/ja_pollux/images/emailButton.png" alt="E-mail" /></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Por Karina Toledo</p>
<p>Agência FAPESP – O alto índice de sucesso alcançado pelo Programa Antitabagismo da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Presidente Prudente foi destaque na última edição do Congresso Europeu de Pneumologia, realizado na Holanda.</p>
<p>Como outras iniciativas do gênero, o programa coordenado pelas professoras Ercy Ramos e Dionei Ramos, do Departamento de Fisioterapia da Faculdade de Ciências e Tecnologia, alia terapia de grupo, medicamentos e acompanhamento multidisciplinar.</p>
<p>Após 13 meses de tratamento, 35% dos fumantes inscritos conseguiram permanecer longe do cigarro. A média de programas semelhantes, segundo a literatura científica, é de 27%. No caso de pacientes que fazem apenas tratamento com remédios, de 6% a 12% conseguem abandonar o vício. Entre aqueles que tentam parar sozinhos, o índice de sucesso é de 2%.<span id="more-382"></span></p>
<p>“Acredito que nossos resultados são melhores porque passamos mais tempo com o fumante no início do processo, que é quando ele mais precisa de apoio”, disse Ercy.</p>
<p>Nos primeiros dois meses, explicou, o fumante participa de dois encontros semanais, com uma hora de duração cada. “Nos outros programas, as sessões costumam ocorrer apenas uma vez por semana”, contou.</p>
<p>Essas reuniões são uma espécie de terapia de grupo, em que os fumantes falam sobre suas dificuldades e os psicólogos e demais profissionais dão dicas para driblar a vontade de fumar. “A dependência química pode ser resolvida com terapia de reposição nicotínica, mas o fator psicoemocional é muito difícil de vencer”, disse.</p>
<p>Antes de começar o programa, os pacientes passam por avaliações físicas e psicológicas. “Fisioterapeutas fazem testes para avaliar as condições do sistema respiratório, capacidade física, nível de ansiedade, depressão e qualidade de vida. Com isso, calculam o grau de motivação para largar o cigarro. Isso nos permite identificar quem necessita de abordagem diferenciada”, explicou Ercy.</p>
<p>O sexto encontro, na terceira semana, é a data estipulada para o abandono do cigarro. “Os dias seguintes são os mais difíceis por causa da síndrome de abstinência. Quanto mais próximos estivermos, melhor”, afirmou. No terceiro mês, as reuniões passam a ocorrer a cada 15 dias e, a partir do quinto mês, tornam-se mensais.</p>
<p>Pesquisas</p>
<p>Embora o objetivo principal do programa seja ajudar os fumantes a abandonar o vício, a equipe da Unesp realiza paralelamente diversas pesquisas relacionadas ao processo de parar de fumar.</p>
<p>Em um desses estudos – intitulado &#8220;Transporte mucociliar nasal e função pulmonar de indivíduos fumantes e abstêmios de um programa de orientação e conscientização Antitabagismo&#8221; e financiado pela FAPESP –, os pesquisadores conseguiram mostrar, pela primeira vez, que o transporte mucociliar de indivíduos fumantes volta ao normal 15 dias após o último cigarro.</p>
<p>O transporte mucociliar é o principal mecanismo de defesa das vias respiratórias. Esse sistema é responsável por levar bactérias, vírus, alérgenos e poluentes em direção à orofaringe, onde são engolidos. Quando ele não funciona adequadamente, aumenta a suscetibilidade a infecções respiratórias.</p>
<p>“Sabíamos que nos fumantes o transporte mucociliar fica mais lento, mas queríamos descobrir se quando a pessoa para de fumar o sistema se recupera e quanto tempo isso demora para ocorrer. Em artigo que publicamos na revista Respirology, mostramos a reversibilidade do transporte mucociliar em indivíduos que estão num programa antitabagismo”, disse Ercy.</p>
<p>Em outro artigo, publicado na Revista Portuguesa de Pneumologia, os pesquisadores demonstraram o efeito imediato e em curto prazo do cigarro no transporte mucociliar.</p>
<p>“Verificamos que logo após fumar o sistema fica tão rápido quanto o de não fumantes. Mas, quando os voluntários eram avaliados oito horas depois do último cigarro, o funcionamento dos cílios estava muito mais lento”, contou a pesquisadora.</p>
<p>Para medir a velocidade do transporte mucociliar, os cientistas colocam 2,5 microgramas de sacarina na narina direita dos voluntários e observam quanto tempo eles levam para sentir o gosto do adoçante. Esse teste é chamado Tempo de Trânsito de Sacarina (TTS).</p>
<p>“Um não fumante leva entre 12 e 15 minutos para sentir o gosto. Os tabagistas levam, em média, 20 minutos”, disse Ercy.</p>
<p>A equipe iniciou um novo projeto financiado pela FAPESP, &#8220;Resposta aguda do transporte mucociliar de tabagistas frente ao exercício aeróbio moderado &#8220;, que tem como objetivo testar a hipótese de que atividade física desempenha papel protetor para fumantes e portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).</p>
<p>“Sabemos que exercícios físicos moderados melhoram o transporte mucociliar em pessoas saudáveis. Agora, vamos avaliar se tabagistas reagem da mesma forma ao estímulo físico”, explicou Ercy.</p>
<p>O Programa Antitabagismo da Unesp existe desde 2002 e atende gratuitamente pessoas com mais de 18 anos. A participação nas pesquisas é voluntária. Mais informações pelos telefones (18) 3229-5821 e (18) 3229-5800.</p>
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		<title>Fumar Maconha Encolhe O Cérebro</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 21:57:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Cunha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>

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		<description><![CDATA[O estudo foi publicado na edição de novembro do British Journal of Psychiatry.
 
Redução de Volume altamente significativos
 
No presente estudo, o Dr. Welch e colegas compararam as mudanças estruturais no tálamo e na amígdala-hipocampo ao longo do tempo em 57 pessoas com idade entre 16 e 25 anos que estavam bem, mas que tinham um forte histórico familiar de esquizofrenia.
 
Cada uma das pessoas passou por uma avaliação completa, incluindo um exame de ressonância magnética. Dois anos mais tarde, cada um deles retornou para outra ressonância magnéticva e responderam a perguntas sobre o uso de drogas ilícitas, inclusive a maconha, bem como seu uso de álcool e tabaco no período entre os exames.
 
Dos 57 participantes, 25 tinham usado maconha entre as duas avaliações.
 Os pesquisadores descobriram que os participantes que tinham usado maconha mostraram redução do seu volume talâmico que foi significativo no lado esquerdo do tálamo (F = 4,47, P = 0,04), e altamente significativos à direita (F = 7,66; P = 0,008). No entanto não se observou nenhuma perda de volume do tálamo naqueles que não fizeram uso de maconha durante o período de 2 anos.
 
Alguns dos participantes que usaram maconha também fizeram uso de outras drogas como ecstasy e anfetaminas. Feito o controle sobre o uso dessas drogas, os resultados mantiveram-se significativos.
 Consequências potencialmente devastadoras
 
"Este é o primeiro estudo longitudinal a mostrar que o consumo de cannabis por indivíduos com risco aumentado de esquizofrenia resulta em em desenvolvimento cérebral de maneira diferente daquela como se desenvolve se não usar a droga," observou o Dr. Welch.
 
"Estas são pessoas que estão bem, não são psicóticos, em quem o uso da droga está associado à perda de volume em uma estrutura cerebral crítica. A explicação mais provável para isso, claramente, é que a exposição ao cannabis está causando essas anormalidades de desenvolvimento do cérebro ", disse ele.
 
O tálamo é uma estrutura cerebral muito importante, que age como um processador de informações e como estação de retransmissão para o cérebro, acrescentou ele. "Dado esse papel de interligação entre as diversas regiões do cérebro, qualquer coisa que afete sua estrutura e, supõe-se conseqüentemente, a sua função, seria de se esperar por consequências generalizadas e potencialmente devastadoras."
 
O Dr. Welch alertou que essas descobertas não devem ser mal interpretadas para sugerir que o uso da maconha é seguro quando não se tem história familiar desse tipo. No entanto, "parece seguro dizer que se você tem um tal cenário, você deva ser particularmente cauteloso com uso de drogas", disse ele.
 Novidades Encontradas
 

Jean Bidlack, PhD, Professora de Farmacologia da Paul Stark School of Medicine and Dentistry da Universidade de Rochester, em Nova York, disse à Medscape Medical News que o estudo realizado pelo Dr. Welch e colegas acrescenta algo útil para o que já era conhecido sobre o assunto.
 
"Este é o primeiro estudo a mostrar uma associação entre uma diminuição no volume do tálamo e o uso de maconha em pessoas atualmente não afetadas mas que estejam em risco elevado de desenvolver esquizofrenia, devido ao histórico familiar", disse a Dra. Bidlack.
 
"A diminuição do volume do tálamo tem sido associada à psicose e à esquizofrenia. O tálamo tem um alto nível de receptores de canabinóides, que ligam o ingrediente ativo da maconha e podem contribuir para a diminuição do volume do tálamo", explicou .
 
Esta pesquisa começa a explicar a ligação entre o uso da maconha e o desenvolvimento de esquizofrenia neste grupo de alto risco, disse ela.
 
Dr. Welch e Dr. Bidlack não declararam relações financeiras relevantes.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Fran Lowry<br />
11 nov 2011 – O consumo de maconha pode levar a uma perda de volume cerebral em indivíduos em risco de desenvolver esquizofrenia, mostra nova pesquisa.</p>
<p>&#8220;Já é aceito pela maioria dos psiquiatras que fumar maconha aumenta o risco de psicose no indivíduo, e mais especificamente a esquizofrenia&#8221;, disse o autor Killian A. Welch, MD, da Universidade de Edimburgo, Royal Edinburgh Hospital, Reino Unido, ao Medscape Medical News .</p>
<p>No entanto, o risco associado com o uso da droga não parece ser distribuído de forma igual entre a população, acrescentou o Dr. Welch.</p>
<p>&#8220;Pessoas com histórico familiar de esquizofrenia <span id="more-359"></span>são particularmente vulneráveis ​​aos efeitos psicotomiméticos da droga, e têm uma probabilidade de risco mais elevado de desenvolver esquizofrenia, particularmente se consumirem cannabis&#8221;, disse ele. &#8220;No entanto, ainda não está claro como a cannabis afeta o cérebro para resultar no aumento do risco.&#8221;</p>
<p>O estudo foi publicado na edição de novembro do British Journal of Psychiatry.</p>
<p><strong>Redução de Volume altamente significativos</strong></p>
<p>No presente estudo, o Dr. Welch e colegas compararam as mudanças estruturais no tálamo e na amígdala-hipocampo ao longo do tempo em 57 pessoas com idade entre 16 e 25 anos que estavam bem, mas que tinham um forte histórico familiar de esquizofrenia.</p>
<p>Cada uma das pessoas passou por uma avaliação completa, incluindo um exame de ressonância magnética. Dois anos mais tarde, cada um deles retornou para outra ressonância magnéticva e responderam a perguntas sobre o uso de drogas ilícitas, inclusive a maconha, bem como seu uso de álcool e tabaco no período entre os exames.</p>
<p>Dos 57 participantes, 25 tinham usado maconha entre as duas avaliações.<br />
Os pesquisadores descobriram que os participantes que tinham usado maconha mostraram redução do seu volume talâmico que foi significativo no lado esquerdo do tálamo (F = 4,47, P = 0,04), e altamente significativos à direita (F = 7,66; P = 0,008). No entanto não se observou nenhuma perda de volume do tálamo naqueles que não fizeram uso de maconha durante o período de 2 anos.</p>
<p>Alguns dos participantes que usaram maconha também fizeram uso de outras drogas como ecstasy e anfetaminas. Feito o controle sobre o uso dessas drogas, os resultados mantiveram-se significativos.<br />
<strong>Consequências potencialmente devastadoras</strong></p>
<p>&#8220;Este é o primeiro estudo longitudinal a mostrar que o consumo de cannabis por indivíduos com risco aumentado de esquizofrenia resulta em em desenvolvimento cérebral de maneira diferente daquela como se desenvolve se não usar a droga,&#8221; observou o Dr. Welch.</p>
<p>&#8220;Estas são pessoas que estão bem, não são psicóticos, em quem o uso da droga está associado à perda de volume em uma estrutura cerebral crítica. A explicação mais provável para isso, claramente, é que a exposição ao cannabis está causando essas anormalidades de desenvolvimento do cérebro &#8220;, disse ele.</p>
<p>O tálamo é uma estrutura cerebral muito importante, que age como um processador de informações e como estação de retransmissão para o cérebro, acrescentou ele. &#8220;Dado esse papel de interligação entre as diversas regiões do cérebro, qualquer coisa que afete sua estrutura e, supõe-se conseqüentemente, a sua função, seria de se esperar por consequências generalizadas e potencialmente devastadoras.&#8221;</p>
<p>O Dr. Welch alertou que essas descobertas não devem ser mal interpretadas para sugerir que o uso da maconha é seguro quando não se tem história familiar desse tipo. No entanto, &#8220;parece seguro dizer que se você tem um tal cenário, você deva ser particularmente cauteloso com uso de drogas&#8221;, disse ele.<br />
<strong>Novidades Encontradas</strong></p>
<p><strong><br />
</strong>Jean Bidlack, PhD, Professora de Farmacologia da Paul Stark School of Medicine and Dentistry da Universidade de Rochester, em Nova York, disse à Medscape Medical News que o estudo realizado pelo Dr. Welch e colegas acrescenta algo útil para o que já era conhecido sobre o assunto.</p>
<p>&#8220;Este é o primeiro estudo a mostrar uma associação entre uma diminuição no volume do tálamo e o uso de maconha em pessoas atualmente não afetadas mas que estejam em risco elevado de desenvolver esquizofrenia, devido ao histórico familiar&#8221;, disse a Dra. Bidlack.</p>
<p>&#8220;A diminuição do volume do tálamo tem sido associada à psicose e à esquizofrenia. O tálamo tem um alto nível de receptores de canabinóides, que ligam o ingrediente ativo da maconha e podem contribuir para a diminuição do volume do tálamo&#8221;, explicou .</p>
<p>Esta pesquisa começa a explicar a ligação entre o uso da maconha e o desenvolvimento de esquizofrenia neste grupo de alto risco, disse ela.</p>
<p>Dr. Welch e Dr. Bidlack não declararam relações financeiras relevantes.</p>
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		<title>Como contornar os efeitos da ausência da droga</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 22:37:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Cunha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os efeitos da abstinência no organismo variam de acordo com a droga de uso, explica Analice Gigliotti, chefe do setor de Dependência Química da Santa Casa da Misericórdia. Todos são contornáveis, com acompanhamento médico e, se necessário, remédios. O importante, &#8230; <a href="http://marcoscunha.com/site/?p=352">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Os efeitos da abstinência no organismo variam de acordo com a droga de uso, explica Analice Gigliotti, chefe do setor de Dependência Química da Santa Casa da Misericórdia.</em></p>
<p>Todos são contornáveis, com acompanhamento médico e, se necessário, remédios. O importante, diz a médica, que será uma das professoras do curso &#8220;Existe vida sem drogas?&#8221;,<span id="more-352"></span> a ser iniciado na terça-feira, no POP, é resistir a todo custo à vontade de voltar a usá-la — ainda que uma única vez, ou em pouca quantidade. &#8220;A prevenção da recaída é para sempre. Os neurônios receptores adormecem, mas não se esquecem da droga. Se a pessoa a usa novamente, eles acordam e passam a querer mais&#8221;, adverte.</p>
<p>Veja a seguir problemas frequentes relacionados ao consumo de quatro drogas muito comuns: álcool, nicotina, maconha e cocaína.</p>
<p>Álcool — Como é uma droga depressora do sistema central, sua ausência num organismo acostumado a ela pode causar agitação psicólogica e motora, aumento da pressão arterial, tremor nas mãos, sudorese e taquicardia. O álcool é a única droga cuja síndrome de abstinência pode matar, segundo Analice Gigliotti. &#8220;A pessoa pode entrar em estado convulsional, ter alucinações visuais e até entrar em coma&#8221;, diz. Benzodiazepínicos podem ajudar a aliviaros sintomas, mas a especialista adverte que eles devem ser usados por um período de no máximo três semanas, e sob orientação médica.</p>
<p>Nicotina — Quem está parando de fumar pode ter diminuição dos batimentos cardíacos e da pressão arterial, aumento do apetite, dificuldade de concentração e irritabilidade. Adesivos, gomas ou pastilhas de nicotina, aliadas a medicamentos como vareniclina, que age sobre os neurônios receptores, e bupropiona, que estimula a liberação de dopamina no cérebro, ajudam a ultrapassar a fase aguda da abstinência.</p>
<p>Maconha — Como o usuário costuma associá-la a uma sensação de tranquilidade, pode ficar bastante ansioso. Analice diz que não há remédios específicos para o período de abstinência, mas alguns medicamentos podem servir como paliativos, ajudando a aplacar a ansiedade.</p>
<p>Cocaína — Se a pessoa se sente estimulada quando sob o efeito desta droga, pode ficar deprimida ao parar de usá-la. Como no caso da maconha, não existem remédios específicos, mas pesquisas indicam que substâncias como topiramato e saclofeno são capazes de reduzir o mal-estar causado pela abstinência.</p>
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